A matéria do sonho


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Escrito por bruno às 23h44
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Fractal

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Escrito por bruno às 23h39
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Frases Lapidares 3

Da música "Sampa", do Caetano, uma frase que tem tudo a ver com a dinâmica desta cidade:

..."da força da grana que ergue e destrói coisas belas."



Escrito por bruno às 23h34
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Escrito por bruno às 00h30
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Frases Lapidares 2

"O descontentamento é o primeiro passo no progresso de um homem ou de uma nação"

                                                                                           Oscar Wilde



Escrito por bruno às 22h12
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O declínio do Império Americano, Invasões Bárbaras... a História se repete?

Acabei de ter uma idéia. Gosto de pensar nas similaridades entre o apogeu e queda dos Impérios Romano e Norte-Americano. Na Antiguidade, tinha-se a opulência das orgias; comida, sexo e diversão ocupavam a elite romana enquanto o Império iniciava sua decadência, sufocado por sua própria ambição desmedida. O hedonismo romano se repete na sociedade americana: um povo obeso, viciado em fast food e pornografia, que se julga superior aos outros. Assim como vemos hoje na desastrosa política externa ianque, os responsáveis pela derrocada romana não foram exércitos ricos e organizados, mas caóticas tribos "bárbaras" forçadas a invadirem terras romanas para não morrerem de fome em seus territórios. Ou alguém acha que a resistência iraquiana não seja primordialmente um ato de sobrevivência? E aquele cara fez "O declínio do Império Americano" e agora "Invasões Bárbaras". Será que, assim como naquela música dos Propelerheads, (acho que o nome é esse) a História não estaria se repetindo? 11 de setembro seria o marco do fim da hegemonia americana. A primeira das muitas "invasões bárbaras" contra o "mundo civilizado". Até onde elas vão chegar? Não vi o filme, mas falam que o filho rico suborna todo mundo num lamentável hospital público para o pai socialista ter um tratamento digno. O poder corruptor do dinheiro, assim como a constatação da falência do socialismo como uma possibilidade seriam outras hordas bárbaras contemporâneas. Mas o que eu pensei foi: pelo que aprendi na escola, depois dos bárbaros vem o Medievalismo. É isso. Vivemos, ao menos no Brasil, uma estúpida Era Medieval. Talvez nunca sequer tenhamos saído dela. No lugar dos garbosos cavaleiros com seus pagens e elmo, temos o culto ao automóvel, que como foi bem observado num diálogo do filme "Amarelo Manga" ,(de novo ele!) no Brasil vale mais que o caráter. A elite se encastela em condomínios fechados e abandona grandes aglomerações urbanas. Mal se nota a presença ou mesmo a existência do Estado, exceto na defesa das elites e na repressão sistemática aos menos favorecidos. O vazio espiritual que hoje todos sentem e alguns tentam preenchê-lo abraçando religiões caça-níqueis e tornando-se pessoas quase lobotomizadas, também estava presente no Medievalismo, tanto que organizaram uma porrada de cruzadas para conquistarem a "Terra Santa" que só resultou num ódio ancestral cultivado até hoje. Não há justiça, então faça a sua, pensava o medieval knight ou um brasileiro qualquer, antes de furar uma fila, ou matar alguém numa briga de trânsito, ou treinar seu cão pit-bull para estraçalhar pessoas. Bem-Vindo à Idade Média.

Escrito por bruno às 00h02
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Piratas dos Raios Catódicos

O cinema comercial esconde algumas pérolas num oceano de clichês e idéias conformistas. Mais uma vez bebo na fonte do Brian de Palma em Snake Eyes para extrair uma delas. Vejam esta fala do personagem de Nicholas Cage: "Há 200 anos os piratas de Atlantic City colocavam falsos faróis na entrada da baía para enganarem os navios, fazendo-os naufragarem e assim poderem saqueá-los. Hoje as luzes estão apenas mais brilhantes".
Atlantic City é a Las Vegas da costa leste dos E.U.A. Não é preciso uma imaginação fértil para estendermos a analogia além do covil de bucaneiros que virou uma aglomeração de cassinos. Luzes mais brilhantes... a mídia massificada, sobretudo a TV, os flashes das câmeras fotográficas. Raios catódicos que tentam padronizar nossa atitude, subornam opiniões, pilham idéias. A lógica do capitalismo selvagem possibilitou que os donos do poder não se preocupassem tanto em disfarçar suas intenções nefastas de esvaziarem nossos bolsos e espíritos. Apropriaram-se de artifícios antes restritos a uma das mais emblemáticas estirpes da marginalidade em toda a História: os piratas. Publicitários constróem faróis falsos da modernidade e nós, pobres marujos de primeira viagem, naufragamos no anúncio do carro, da cerveja, da roupa, do perfume, do cigarro, da geladeira, do celular. As luzes são tão fortes que me cegam.

Escrito por bruno às 21h50
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Este post  é dedicado a qualquer pessoa que seja contra “tudo que está aí”. É com grande prazer que venho noticiar o triunfo do documentarista americano Michael Moore no Festival de Cannes, levando o prêmio máximo. É claro que o fato do presidente do júri ser Quentin Tarantino ajudou um pouco, pois suas idéias têm muito em comum, mas isso não tira o mérito de Fahrenheit 9/11. O título homenageia o livro de Ray Bradbury, uma história de sci-fi que traça um futuro negro para a humanidade: os livros são proibidos, qualquer obra escrita deve ser queimada à temperatura Fahrenheit 451. Obviamente,  9/11 refere-se ao ataque às torres gêmeas.

Conheci Moore no programa que o GNT exibia, de nome TV Nation. Depois, numa madrugada há dois anos assisti por acaso no SBT (?!) o documentário Roger e Eu (1988), que narra o fechamento de uma fábrica da GM nos anos 80 em Flint, Michigan, e suas conseqüências catastróficas. Em nome do lucro, toda uma comunidade entra em colapso, milhares deixam a cidade, seu ambiente pacato dá lugar ao crime, tráfico, falta de perspectivas, desespero. O documentarista passa o filme todo atrás do executivo responsável pelo fechamento da indústria, o tal Roger do título. O resto eu deixo para vocês verem, senão perde a graça (acabou de sair em DVD, imperdível). Moore consegue extrair um tom de tragicomédia numa história tão depressiva, mostrando que seu talento veio para ficar. Dito e feito: recentemente filmou Tiros em Columbine, mais uma vez botando o dedo na ferida ao buscar explicações nada simplistas para o famoso massacre numa escola americana e levando o Oscar – embora eu ache que Oscar não é nenhum atestado de qualidade.

Fahrenheit 9/11 trata das “relações impróprias” entre a CIA e a família Bush e o clã do Osama Bin Laden desde os tempos mais primórdios, como diriam Hermes e Renato. A Disney ainda tentou impedir a distribuição do filme. Mas não sei quando vai passar, se é que vai passar.

Alguns acham que os documentários são entediantes. Deveriam assistir filmes como: Nós que aqui Estamos Por Vós Esperamos; Jogos, Deuses e LSD; Balseros; The Laramie Project, Olhos azuis (genial), entre vários outros, acabando com o preconceito. Alguém aí sabe de outros documentários legais?

 



Escrito por bruno às 00h36
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Do filme "Amarelo Manga"

O ser humano é estômago e sexo

E tem diante de si a ordem

de ter obrigatoriamente de ser livre

Mas ele mata e se mata

com medo de viver

Por isso meus olhos estão cegos

para não enxergar as falhas desses pecadores

Meus ouvidos escutam uma voz que diz 

Padre, morrer não dói (2 vezes)

Estamos todos condenados

Eternamente condenados

condenados a ser livres

 



Escrito por bruno às 12h33
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mais um episódio do conto e o epílogo

 

III

 

 

Eu não disse que são uns babacas? Enganei aqueles executivos otários direitinho. Logo depois que tomei a decisão de sair da emissora, levando comigo toda minha equipe, um emissário deles me procurou propondo um acordo. Eu teria minha história filmada desde que fizesse umas alterações no roteiro. Aí eu prometi reescrevê-lo: podei uma frase de duplo sentido aqui, uma cena com pivetes cheirando cola ali, e mandei para eles. Na verdade a trama ficou quase igual, não fiz quase nenhuma concessão e eles engoliram aquilo como se fosse mais uma pseudocrítica da sociedade: rebelde e contestadora na aparência, mas com conteúdo inofensivo. No entanto, o que havia de mais provocador no roteiro, assim como a mensagem final, foi preservado. Eu tinha bolado um desfecho infeliz para a história com o intuito de fazer as pessoas refletirem um pouco sobre suas patéticas existências, mas me convenceram a fazer um final feliz. Mas mantive a frase que um coadjuvante diz sobre o desperdício de comida nos lares burgueses. O diretor de marketing deu a idéia de mudar o título de Você-sabe-o-meu-nome Show para Crônicas Alternativas. Achei o palpite inapropriado e desrespeitoso para com a minha pessoa, mas os executivos gostaram. Eles pareciam mesmo decididos a tirarem meu nome do título da atração e isso me obrigou a iniciar uma técnica de resistência passiva que aprendi com meu amigo Itamar Franco. Consiste em ficar fazendo birra de cara amarrada enquanto roga-se pragas de forma ininteligível. Funcionou. Vai se chamar Crônicas Alternativas, com... e o meu nome. O fato de o protagonista ser usuário de drogas incomodava bastante os executivos, na verdade ele não pode nem fumar Freea, conforme estava no roteiro, porque eles já tinham fechado o patrocínio com os cigarros Oliú, então mudei seu vício para filmes com o Jean-Claude Van Damme. Isso também não prejudica em nada minhas intenções, pois o drama da dependência, a desgraça da família, a agonia da abstinência, tudo é igual, não importa a droga. Em suma: a essência da minha história permaneceu intocada. Por isso eu quase que nem liguei, só comecei a suar um pouco, quando na reunião que antecedia o início das filmagens fui comunicado que já tinham o ator que faria o protagonista, e que como eu havia escrito o roteiro seria justo eu não atuar no programa, cedendo meu papel a um ator menos famoso, mas com potencial. Afinal de contas, eu sempre fora conhecido não só pelo meu extraordinário talento, mas também por minha humildade e generosidade. Pelo menos foi isso que o diretor de marketing me falou. Fazia sentido. Conseqüentemente, o que não fazia sentido era ter meu nome no título, já que eu não atuaria. Eu posso ser um gênio, mas quem sou eu para negar a Lógica? Concordei, enquanto lutava para parar com o tique nervoso que subitamente me acometeu, piscando e botando a língua para fora. Neste momento um outro engravatado perguntou se estava tudo bem comigo. Claro, respondi, tentando elevar-me da cadeira de um modo que eles não notassem o quanto eu tremia. Digo tentando porque as pernas bambearam e caí no chão. Me levantaram, eu tremia e suava frio, mas firmei o pé no carpete e me encaminhei para a porta da sala de reuniões. Queriam chamar um médico mas eu nem dei atenção, provavelmente minha pressão tinha caído ou algo assim. E pensei que naquele momento o melhor seria dar uma espairecida numa casa de massagem. Já na porta da emissora fui surpreendido pela ausência de meu importado na vaga exclusiva que possuo. Pedi explicações ao porteiro sobre meu carro e ele sorriu meio sem jeito falando que o carro era da emissora e que fora emprestado ao tal ator menos famoso. Não me lembro o que aconteceu depois. Aliás, a partir deste dia minha memória virou um lugar nebuloso e escuro, iluminada por clarões esparsos. Pois tudo que me recordo foi de ter tirado uma navalha do bolso e do sangue esguichando com admirável pressão, me remetendo ao Jet d’Eau, o enorme e belo chafariz que uma vez visitei em Genebra.

 

IV

 

 

Não sei se chegaram a filmar meu roteiro. Não sei há quanto tempo estou aqui. É um lugar simples, espartano, tudo pintado de branco, uma espécie de spa de terceira classe. Bem que eu já tinha ouvido comentários sobre a crise financeira da emissora, mas eles poderiam ter aberto um precedente para um artista da minha estirpe e me colocado num lugar onde pelo menos os hóspedes são mais civilizados. Aqui parece que só tem gente louca. Estas são as férias mais monótonas da minha vida. Quando tentei sair da área do "resort", um guarda me impediu dizendo que havia uma epidemia terrível de um vírus africano e que toda a área estava de quarentena. Não sei o que esta palavra significa, mas me remete a coisas doentias, moribundas, como hospitais psiquiátricos, então achei melhor voltar para o meu quarto naquele estranho spa onde os funcionários usam roupas brancas e os hóspedes, infames aventais azuis. Nem sei como me convenceram a vestir isso. Mas acho que com a quantidade de remédios que estão me dando, logo estarei com o físico de um Stallone e o cérebro de um Stephen Hawking, então não ligo muito. Aproveito as longas horas de inatividade escrevendo novos roteiros, documentários, novelas...mostrei alguns rascunhos para os hóspedes e eles adoraram. O da camisa-de-força, então, babou de felicidade quando ouviu a sinopse de minha nova série. Esse pessoal da emissora é sortudo mesmo em contar com um profissional que trabalha para eles até nas férias. Entrego tudo para um cara de branco que promete que vai mandar para a emissora. Até agora eles não aproveitaram nada. Digo isso porque estou assistindo eles o dia inteiro. Perguntei ao meu emissário o porquê daquilo. Ele me deu um tapinha no ombro e falou que meu trabalho era de alto nível, um nível acima do popular, por isso eles preferem exibir minhas criações na tevê paga. Ah! Então é isso! O local obviamente só tem os canais abertos. Pedi para ele gravar um dos programas para mim, mas ele se esquivou e afastou-se.

Hoje apareceu um cara aqui. Ele queria falar comigo. Fiquei feliz, ultimamente ninguém tem me procurado. Falou que era um representante da emissora e que queriam filmar minha vida. "Minha vida? Todos conhecem minha vida, a ascensão meteórica para o estrelato, meu apogeu eterno no Panteão dos Deuses da Oitava Arte...", mas ele parecia não estar prestando muita atenção, ficava só falando "sei, sei" enquanto tirava um papel da pasta. Estava cheio de escritos em letra miúda, uma espécie de lista com um espaço pontilhado no final. A leitura é um hábito inútil, uma grande perda de tempo; nunca leio nada, não ia ser naquela hora que eu ia ser diferente. Com um belo sorriso no rosto, o cara falou que era só assinar na linha pontilhada. Obedeci cordialmente, devia ser um autógrafo para o filho ou até para ele próprio. Esse meu público me ama mesmo.

 

 

FIM

 

 



Escrito por bruno às 18h15
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continuação do conto

 

II

 

 

 

Este mundo não me merece. Hoje descobri que sou uma das pessoas mais solitárias do mundo. Tudo bem, não me importo. Homens à frente de seu tempo são naturalmente sozinhos, pois suas idéias avançadas sempre se chocam contra o sistema. Incomodamos, botamos o dedo na ferida. Por isso que aqueles engravatados não aprovaram o roteiro. Para começar eles não entenderam nada. Tudo bem. Não tem problema. Vou montar minha própria produtora. Eu não cabia mais naquele esquema artificial da emissora. Aqueles babacas acham que entendem do riscado, mas estão totalmente fora de sintonia com o público. Eu conheço meu público. Meu show tem a capacidade de entreter simultaneamente desde o avô até o netinho. É impressionante. E quando eu digo que meu público está pronto para meu novo show eu sei do que estou falando. Mas eles se recusam a enxergar isso, então, que posso fazer? Perdoai-os, Senhor, pois eles não sabem o que fazem. Vou trilhar meu caminho solitário, que é tortuoso, mas me levará ao Olimpo. No mínimo. (mais um capítulo na próxima edição. não percam: vai correr sangue!



Escrito por bruno às 21h22
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Um conto

 

Mais um Campeão de Audiência

I

 

Olá. Você me conhece. Estou na tevê toda semana, horário nobre. Você também pode aparecer, mas se for na minha hora sai caro. Cem mil reais cada dez segundos. Aqui pro Andy Warhol que no futuro todo mundo vai ter quinze minutos de fama. No meu show, não. É o programa mais comentado do país. Tenho controle sobre tudo no meu show. Há o meu dedo em cada figurino, em cada enquadramento daquilo que uma vez ouvi um fã dizer que é sua única hora de felicidade na semana. Veja bem você o tanto que meu show é importante. Consigo unir o carisma do Sílvio Santos à virilidade do Wando, sem falar no meu incomparável talento para protagonizar as histórias, algumas escritas do meu próprio punho. Como diria o Larry King, sou o autêntico one-man show.

Tento surpreender a cada semana. Uma vez é uma sitcom, – sou também um ótimo humorista – na outra já é uma aventura policialesca com um cara cínico e durão. As músicas são um capítulo à parte. É claro que todos querem ter suas canções escolhidas para o meu show, então tem sempre um bando de puxa-sacos de gravadoras me dando cds para eu ouvir no meu importado alemão vermelho e então decidir quem vai ter a honra de animar minhas peripécias na tevê. Mas eu só mexo com biscoito fino. Afinal de contas, já me tornei um referencial, tanto pela qualidade técnica do meu show quanto pela imaginação de meus redatores. Para não parecer pedante não vou nem mencionar a edição ágil e a fotografia esmerada. Saio com a produção em busca das melhores locações, como já disse, nada acontece no meu show sem que eu não saiba. Logo vamos estrear a nova temporada, trazendo muitas inovações. Temos três idéias prontas, com sinopse e tudo e cabe a eu escolher qual delas irá ao ar. Na primeira, ao som de música trance, sou um jovem herdeiro de um bilionário que foi assassinado, mas que todo mundo acha que morreu do coração. Na outra sou um superespião equipado com um foguete nas costas que faz ele voar enquanto toca aquela música de discoteca dos anos 70, Ring my Bell. Alguém aí conhece esta? Sabia que ninguém ia conhecer, esta juventude é tão alienada que meu sobrinho já tem dezenove anos e nunca viu Os embalos de sábado à noite. A última opção conta a história de um estudante universitário toxicômano que transita por desde favelas até restaurantes caros, lançando um olhar singular ao caos urbano, meio existencialista. Não estou preocupado com a escolha, sei que qualquer um vai ser um tremendo sucesso, mas desta vez quero fazer algo mais audacioso, mais autoral, então vou ficar com esta última sinopse, tocando “Hey bulldog”, dos Beatles, na abertura. Amanhã mesmo mostro o roteiro para os mandachuvas e descolo uma verba. (continua amanhã. Não deixem de visitar, a história é imperdível)



Escrito por bruno às 22h57
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Eu, Robô

Andava de modo automático, passando pelas pessoas que via diariamente sem cumprimentá-las. Olhar para a cara de cada um, checar se é "cumprimentável" no arquivo e em caso positivo, decidir qual tipo de cumprimento. Isso tudo acontecendo dezenas de vezes, cada vez durando frações de segundo. Não, aquilo era muito trabalhoso, cansativo, além de perigoso. Algumas pessoas são imprevisíveis, poderiam causar algum tipo de embaraço, expô-lo ao ridículo, porque, de fato, ele era um cara meio devagar. Então não cumprimentava ninguém, olhava no rosto das pessoas mas são apenas imagens borradas, não remetem a nada, não têm valor nem significado. Desse modo ele poderia ficar imerso em seu mundo interior, distraído com pensamentos desconexos, relembrando seus filmes, suas músicas, seus programas de tv. Coisas previsíveis, cujo início, meio e fim sempre estarão no mesmo lugar, não havendo risco de ser surpreendido com algo inesperado. Isso sem falar que ao conversar com alguém seu rosto ou sua linguagem corporal poderiam traí-lo, como se dissessem: "não preste atenção nas minhas palavras, estou me escondendo atrás delas."


Escrito por bruno às 21h04
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Ainda Sobre o Racismo

Li uma poesia no blog "imagens, sonhos e paixões" bastante semelhante ao relato de um padre protestante europeu na Segunda Guerra. Diz mais ou menos assim: "Quando vieram os nazistas e levaram os judeus eu não falei nada porque não era judeu. Aí depois eles levaram os ciganos, os gays, os comunistas e eu não me manifestei em nenhuma das vezes porque não pertencia a nenhum desses grupos. Até que eles vieram me buscar e eu nada pude fazer porque não havia ninguém mais para me defender."



Escrito por bruno às 20h56
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Frases Lapidares

Se tem uma coisa coisa que me tira do sério é racismo. É um tema tão pertinente que foi escolhido para iniciar a série: "Frases Lapidares", citações de figuras não necessariamente célebres que admiro.

"Não há mal maior neste mundo que o preconceito racial: ele justifica e agrega mais crueldade e abominação que qualquer outra falha no mundo."

                                                                                                                                                                 H.G. Wells



Escrito por bruno às 12h11
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